segunda-feira, 17 de maio de 2010

Diante das reticências em seus olhos
Me interrogo
Até que ponto não exclamarei
Sobre seus apostos
Posto que linda foste sujeito
Já que o predicado
É resultado do imperfeito de um pretérito
Não que eu seja o sujeito mais que perfeito
Mas não dá para decifrar
Alguém perdido em um futuro pretérito
Na mesa de bar
Alguém me disse:
“o que tem que ser será”
Eu até acredito
Mas e o que não é?
Foi?

Perguntas e respostas
Regadas a Campari
E eu parado
Quase que acampado
Rodando sem sair do lugar
Sem saco para o “o que será”esperar

Mas estou aí
Sem cachos para torcer
Sem comer as unhas
Esperando o futuro de é
Em todos os dias sem o ser
Quem você pensa que é?
Fala toda cheia de si
Brinca comigo
Para depois partir
Chega sonsa
Como se nada tivesse acontecido
Namoradinho novo
Finjo indiferença,
Mas no fundo quase morro
Fica tranqüila
Isso é só antes da primeira tequila
Daqui a pouco
Eu danço
Você entra na fila
Calma baby
A sua hora demora
Mas não tardia
Baby se toque
Até perdi meu norte
Mas não sofro de nenhum tipo de toc
Antes, sua indiferença me levava à morte
Hoje, no máximo a um porre

Na verdade
Estou doido para lhe ver
Rir pra ti
Sem dormir com você
Suas amigas me parecem mais interessantes
Sem seus surtos constantes

Então vamos brindar
A esse hiato
Sem histórias
Com novo pedaço
O que queria?
Queria o que sabia?
Sábia ilusão de poesia
Palavras que somem
Vazio que adia
A diva puta
A santa vadia
Papéis antagônicos
Nas paredes cheias
Parades vazias

Tem gente que gosta!!!