segunda-feira, 26 de setembro de 2011

SAMBA SEM COR


Falar de Mangueira
É um eterno cantar
Lembrar versos de Nelson
Ao som do Cavaquinho
De Cartola e Padeirinho
De Neuma e Zica
Donas do samba e do lar

Falar de Mangueira
E seus barracões de zinco
Lembram Xangô
aos pés de Jamelão
Mas me lembra a Portela
A inimiga dos co-irmãos
Lembra Noel da Vila
Ou vice-versa
Papo de samba
Onde no partido alto se versa

Falar da Mangueira
É lembrar da força e tradição
De Candeia e Paulo,
Silas e outro tantão
Salve Noca, Monarco
Argemiro e Heitor
Salve o samba de Mangueira
De Madureira
Pois samba bom não tem agremiação nem cor
Salve a Viola de Paulinho
A Rita de Chico
Com seu Feijão
Salve a Bahia do mestre Rufino
Família Caymmi
E São Paulo de Adoniram

Só não saúdo você
Que o samba não quer
Como diria o poeta da antiga
Ou não é bom sujeito
Ou é doente do pé.

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