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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

MINHA HISTÓRIA


Meu passado nem foi triste
Mas muita história tenho para contar
Sou da zona sul
Sou do Flamengo
na malandragem Gomenfla

Aprendí a andar no samba
Nos baldes da Romão
Com Dudu Madureira
Mestre Belizário
Seu Arantes e Paulão

Todos juntos na cantina do Ferreira
Com Carlinhos Caveira
E Serginho, que só arrumava confusão
Momentos bons
Mas desfecho triste
Que cercam a melodia que ouvirão

Meu passado nem foi triste
Mas muita história tenho pra contar
à direita o Morro Azul
à esquerda,
O redentor para rezar

De dia, o futebol impera
à noite
As meninas a pegar
Depois do malandro mais velho que espera
Falando na Língua do TTK

Aprendí malandragem
Sacanagem
Na escola da vida fui me educar
E um bom malandro não se mostra
Só quando abre a roda de Iaiá

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CRISTO RIO


Dos 80 anos do Cristo Rio
30 demorei para subi-lo
Sempre habitei embaixo dos seus braços
Para mim o acesso sempre foi tão fácil
Que na eterna espera sempre hesitei
Coisa de carioca que descansa na gema
Perde o foco se um outro tema
Aparece no momento melhor

Dos 80 anos do Cristo Rio
30 demorei para subi-lo
Impressiona quanto tempo perdí do mirante
No adiar constante
Coisa de carioca que descansa na gema
Perde o foco se um outro tema
Aparece no momento melhor

Dos 80 anos do Cristo Rio
30 demorei para subi-lo
E pegar o bonde
Descer na Igreja e subir a pé
Levado de carro
Por uma certa mulher
No foco do tema
Pois sua estrada era o momento melhor

Dos 80 anos do Cristo Rio
30 demorei para subi-lo
E o fiz nas Paineiras
No trilha
Orando na pedreira de meu pai Xangô
E também para Nossa Senhora Aparecida
Padroeira instituída
E que merece tanto louvor
Axé meu Redentor


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

SAMBA SEM COR


Falar de Mangueira
É um eterno cantar
Lembrar versos de Nelson
Ao som do Cavaquinho
De Cartola e Padeirinho
De Neuma e Zica
Donas do samba e do lar

Falar de Mangueira
E seus barracões de zinco
Lembram Xangô
aos pés de Jamelão
Mas me lembra a Portela
A inimiga dos co-irmãos
Lembra Noel da Vila
Ou vice-versa
Papo de samba
Onde no partido alto se versa

Falar da Mangueira
É lembrar da força e tradição
De Candeia e Paulo,
Silas e outro tantão
Salve Noca, Monarco
Argemiro e Heitor
Salve o samba de Mangueira
De Madureira
Pois samba bom não tem agremiação nem cor
Salve a Viola de Paulinho
A Rita de Chico
Com seu Feijão
Salve a Bahia do mestre Rufino
Família Caymmi
E São Paulo de Adoniram

Só não saúdo você
Que o samba não quer
Como diria o poeta da antiga
Ou não é bom sujeito
Ou é doente do pé.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

MEDO

Quando a conhecí
Confesso!
Tive medo.
Sabe essa coisa de criança.
Insegurança sem sentido do meu ser

Hoje
Quando você vai embora
Sinto medo
Sabe como é
Medo que a minha segurança
Não a deixe tão segura
Que o que, hoje, pra mim é claro
Pra você ainda seja àquela sala escura

Longe
Sem te ver
Me pego torcendo os cachos
Hoje nem os tenho mais
Ansioso para andarmos rápido
Escrevendo um longo caminho atrás
Sem medo de olhar o pretérito
Sem medo que o futuro seja mordaz

quarta-feira, 22 de junho de 2011

SAMBA

E o samba se mistura
Mistura todos
Vai a Paris
Desce dos morros

Vem do nordeste
Embolado nos côcos
A toada se inverte
ao som de novos sopros

É o sêmba
A umbigada
O jongo
E o choro

Tem samba duro
tem pernada
E as tias
Com a barriga no fogo

sábado, 28 de maio de 2011

Um paradoxo paira no ar
Finito e Infinito
Melhor com ou sem ?
Você me dirá!
A noite me atormenta
Em dilemas do existir
No sono mais profundo
Qual é a opção?
Um mergulho no eterno escuro
Ou os eternos que durarão
Minha concepção é vaga
Como vaga meu corpo por aí
Infinito e finito
Um paradoxo a existir
Morte e vida se entrelaçam
Dão nó num eterno Si
Há para mim um paradoxo
O que é existir?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Salve Malandro - letra: Alexandre de Nadai/música: Vinícius Santos

Salve malandro
O samba vai começar
Salve malandro
O samba vai começar
Salve o São Carlos
A história "Deixa Falar"
Salve o São Carlos
A história "Deixa Falar"
Salve malandro
O samba vai começar
Salve malandro
O samba vai começar
Salve o São Carlos
A história "Deixa Falar"
Salve o São Carlos
Salve o São Carlos
Agora Estácio de Sá

Falo também
Do malandro Miguelzinho
Ele chega pra ajudar
Ele abre os meus caminhos

Camisa preta
Calça branca de linho
Seu Zè é meu padrinho
E Ogum meu orixá

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mergulhei de encontro à morte
Sentei
Escorreguei
Fui sugado
Sem chance de refugo
Entrei em um mundo desconhecido
Mas ainda não me encontrei
Ví a dona da foice viva
Não sei se atrás ou na frente
Ela me revirava
Eu me revirava
Meu corpo vivo
Com a morte viva ao meu lado
Subi descendo
Saí me prendendo
Fiquei!
Ela me deu a mão
Relutei
Lembrei dos contos de criança
O sol no espelho
Larguei sua mão
Fui ao encontro do astro rei

terça-feira, 22 de março de 2011

Por onde andas?

Por onde andas tu?
Sumiste sem deixar vestígio
Por que?
Onde andas que procuro dentro e fora
Mas não a acho?
Sumiste sem deixar vestígio
Por que?
De repente aparece assim
De súbito
Tal qual um mal
Que me acomete
e me atira ao solo
Sem aviso
e depois?
Sumiste sem deixar vestígio
Quero que venhas
Rasgue-me no âmago
Descubra-me no meu mais interno pântano
Cubra-me em pranto
Visceral
Quero que seja bem e mal
Mas onde está?
Sumiste sem deixar vestígio
Vem em mim
De vermelho
Puta
Me escuta
Eu calo
Quero sentir arder as entranhas
Sentir-me vivo
Ser meu maior inimigo
Amar até morrer
Mas cadê você
Sumiste sem deixar vestígio
Ah! Paixão!!!
Sei que sou ingrato
Nem sempre bem te trato
Cuspo em você e depois como o prato
Por isso
Sumiste sem deixar vestígio

segunda-feira, 21 de março de 2011

LAMA

A pedra sangra
Um pranto cristalino
A mata derrama
cai na terra
Estamos na lama
Um pranto de quem acusa
Depois de usurpada
Usada e explorada
Chora e retoma
O homem chora
e reclama
Retratos de mais um drama
Corpos na lama

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Benção

http://www.youtube.com/watch?v=UH0DZy3VAQY


Sai da encruzilhada, Seu Zé
Vem abrir a roda (refrão)
Que é do Samba zÉ

A falange de malandros
Quero ver sambar
Também peço proteção
Aos meus orixás
Xangô, Ogun, Iansã
Agora vou saudar

E Odoyá!!! (refrão)
Oh Mãe Yemanjá!!!

Recado de Bamba

http://www.youtube.com/watch?v=81pjltPM2gg

Nessa vida de bamba
Preta eu vou te falar
Tem muito falso malandro
Que paga pra vacilar
Desde que saí do Berço
Pago pra não me aborrecer
É por isso que não admito
“Neguim” chegando em você

Toma cuidado Preta
Quando saracotear
Não perca seu Nego de vista (refrão)
Pra não entrar outra em seu lugar