quinta-feira, 25 de junho de 2009

CONVITE NÚMERO 100

Ah ! Moça bonita
Venha ao Rio sem reservas
O mar vai lhe mostrar seu canto
No mais lindo quadro natural que a espera

Joá, Macumba, Prainha,
Praia da Reserva
Copa, Leblon, Arpex
Com direito a toda quimera

Seja linda e cheia de graça
Na Ipanema da menina
Que vem e que passa
Para o carioca contemplar

Desfile no bonde de Santa
Que na volta
As recordações serão tantas
Veja a cidade maravilhosa com um novo olhar

terça-feira, 23 de junho de 2009

BREU

Olho e...
Breu
Um bar, um sorriso
Você e eu

Uma história de amor
Que mal-sucedeu
Olhares no horizonte
Sem crenças
Um amor entre ateus

Um proseco na soci
Antecedeu
Nosso crime carnal
A seco
Na minha cama
No Breu
Mas a menina não quer saber
A menina não quer sambar (não quer sambar)
Estou pensando só no que
Fazer pra te ganhar

Lá na praia do flamengo
Eu a olho sem pudor (sem pudor)
Ela chega indiferente
E nem quer saber quem sou

No ensaio do Estica
Dou o copo sem favor
Só pra ver se essa menina
Corresponde o meu amor

Mas a menina não quer saber
A menina não quer sambar (não quer sambar)
Estou pensando só no que
Fazer pra te ganhar

De repente ela aparece
Na pelada da Romão
O meu futebol cresce
O meu amor não foi em vão

Pois na hora do pagode
Ela olha só pra quem?´(só pra quem?)
Pra esse nego gente fina
Que agora é o seu refém
Tiro da minha Cartola
A rosa que quero lhe dar
Vermelha melodia
Que me faz delirar

Mando-lhe as flores do campo
Que combinam com seu olhar
E nesse copo de leite
Quero de você me molhar

Nas folhas da Laranjeira
Rabisco essa canção
Como a orquídea mais rara
E o Lírio que logo brotarão
Espelhos do nosso amor
Entre sexo e decepção
Sou o seu girassol
Você é margarida que me dá inspiração
Sou o seu girassol
Você é margarida que me dá inspiração


Você é minha bromélia com teor medicinal,
Mas é a planta carnívora
Que invade meu carnaval
Você é a diva singela que chamam de flor-de-lis
Eu sou o tronco torto
Que vai lhe fazer feliz

Kaô - Alexandre de Nadai/ Vinícius dos Santos

Kaô! Benção Meu Pai Kaô!
Benção Xangô!Kaô!
Benção meu Pai kaô!

Kaô! Benção Meu Pai Kaô!
Benção Xangô!Kaô!
Benção meu Pai xangô!


Absoluto na pedreira
É o Orixá sedutor
Tem três mulheres
Três guerreiras
Que brigam por seu amor
Oxum Van Gogh inspira
Até Oba enganou
Mas na hora derradeira
Iansã ao seu lado ficou

Kaô! Benção Meu Pai Kaô!
Benção Xangô!Kaô!
Benção meu Pai kaô!

Kaô! Benção Meu Pai Kaô!
Benção Xangô!Kaô!
Benção meu Pai xangô!

O seu Machado da justiça
Protege o filho da dor
As duas lâminas iguais
Cortam o mal seja onde for
Meu pai Xangô agradeço
Por seu meu protetor
É por isso que eu canto
Kaô meu pai Kaô!!
Mangueira
Quando entra na avenida
O povo treme e trepida
Ao ouvir o seu rufar

Mangueira
Que tem Nelson Sargento
Baluarte e documento
De uma história secular

Estação Primeira
De Dona Zica e Cartola
Que é cantada em verso e prosa
É sinônimo de amor
Não podemos esquecer
Do velho Jamelão
Que embalou nossa canção
E também D. Neuma e Xangô
Meu coração dorme rasgado
Não me permito sonhar
Fecho a porta do meu quarto
Para fugir do Luar

A lua
Na solidão é companheira
Mas fujo dela também
Minha paixão é sorrateira
Trato meus amores com desdém

Assumo a minha insensatez
Pois me apaixono sem pudor
Paixão verdadeira tive três
Que sofreram de amor

Sou escravo da boemia
Ela me faz seu refém
Durmo acompanhado todo dia
Mas acordo sem ninguém
O amor
Quando começa é tudo prosa
Ela é a diva mais formosa
E eu sou um pierrot

No começo
Não tem espaço pra lamento
Não existe sofrimento
Só há juras de amor

Meu bem você é a minha poesia
Sem você a vida é vazia
Não quero mais ninguém
Hoje eu canto, pra mostrar minha alegria
Mas dizem que a melancolia
Faz o verso de refém

Estou me curando nesse vício
Nesse rito de amor
Sonho acordado todo dia
Em dormir com a minha flor

domingo, 21 de junho de 2009

Perdido na Lapa
Andando de bar em bar
Procurando algo
Procurando me encontrar

Vai uma cerva?
Ou prefere um drink no meu apê ?
Menina fácil
Vou enrolando os cachos
Mas hoje durmo com você

Subo os Arcos
No bonde pra Santa
Encontro algumas teresas
Mas não dá pra rezar para nenhuma

Me perco na Saideira
Bebendo, dançando
Falando besteira
Chamando a atenção
Afinal, hoje é sexta-feira

Durmo hoje contigo
Mas não venha com asneira
Sem conquista
Amanhã a gente se vê
Talvez não

Deixe meu armário vazio
Pois a escova já joguei no lixo
Quando quiser
Deixo você ter
Mas não sendo fácil assim
Estou perdido
Mas quem tá se perdendo é você

JUNINA

Oi minha poesia
Onde está você ?
Você some e minha vida fica mais vazia
Cadê meu escrito sem nome
Os versos das rimas
A diva que me consome
De perto
Oculta
A madona de longe

Cadê minha arma de seduzir ?
A ferramenta que faz a menina sorrir
Sendo rica ou pobre
Sempre esteve por aqui
Onde está você?
Ou será que quem me inspira
Não a merece
E esse é o recado para que eu escreva uma prece
Ou que vá procurar outra pretensa
Na próxima quermesse

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Hoje, estou mergulhando no vazio, entrando em mim mesmo, explorando a caverna do eu, tateando a escuridão, procurando iluminar meu personagem interno, estudando as possibilidades do que explorar. Perdido nos devaneios e possibilidades, fico parado, assustado, sento como uma criança, cabeça dentro dos joelhos, encolhido, sem saber o passo a dar. Uma imensidão de alternativas, um leque de pessoas vazias, ainda não achei quem quero encontrar. O sol aparece, mas preciso acompanhar a luz sozinho. Espero que elas se virem, ando pé sob pé, sem fazer barulho, escondido, mas todos parecem me olhar. A angústia toma conta de mim, sinto ânsias, abro meu papel virtual e vomito incessantemente, me esvazio dentro do meu vazio, uma poesia sem ter porque estar. Mas estou. Estou em um momento inerte, sem saber onde atacar. Não sei se estou bem ou mal posicionado, não sei onde estou, só estou. Solto um grito, esperando uma resposta. Ele bate e volta. Minha pergunta é a resposta, que ecoa fora e dentro de mim. A pergunta bate e volta, ecoa fora e dentro de mim. Ecoa no meu abismo interno, onde não encontro começo, nem fim. O mais concreto do meu abstrato eu está escondido. Me olham. Parecem me vigiar. Acho que esperam algo. Grito, ele bate e volta, ecoa dentro de mim. Então grito calado. Ecoa dentro de mim. Não consigo mais tira-lo. O grito grita dentro de mim. Grita, ecoa, ressoa. Sou preenchido de vazio. Um ar irrespirável dentro de mim. Me escondo em algum lugar. Não sei sair. As migalhas da trilha foram devoradas por alguém que leu João e Maria. Me escondo, mas eles me olham. Alguém espera algo de mim. Eu sou a minha própria camisa de força. Me escondo do eu, querendo encontra-lo, entende-lo. Ma eu me escondo dentro do eu, no escuro. Eu me procuro, eu me escondo, ainda não me acho. E os ecos. Ah!! E os ecos!! Ah e os ecos ecoam, me causam angustias, me guiam e me tiram do caminho. Grito pra mim mesmo querendo me achar, mas eu sumo e o grito guia, mas o eco desvia, e me vejo, mas não me acho e eles me olham. O que eu faço?O grito ecoa, ecoa, ecoa...

Tem gente que gosta!!!