sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mar e Ana

Saudações ao novo mestre
Independente do sexo
O “e” distinção não fizeste
Comemorando agora o canudo
Não venho aqui usar o gerúndio
Já que o infinitivo do Mar
Que se faz feliz em mim pelo particípio inesperado
Reflete o brilho do luar
E à Ana ilumina
Como refletor
Nada de lamparina
Até porque
Quem pilota esse trem
É a risonha menina
Diva dos meus versos
Minha mais virtual companhia
Mas apesar da distância
Sempre me alumia

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Olho de longe
Uma distância que o virtual encurta
Mas não reduz
A tela é um alento
Diria quase uma luz
Que mantém acesa a chama
E a vontade da cama
Da proibida que seduz

No meu papel Lolita
Comporto-me como um pequeno menino
Sem saber como me portar
Para tê-La sempre no meu íntimo
Às vezes, o afastar parece a solução
Apenas pela impossibilidade de lhe tocar

Me escondo na boemia do bar
Tentando da noite escapar
Da lembrança de breves momentos
Que estivemos a nos amar
Mas ainda não sei o que será isso
Maldição ou um breve feitiço
Quero me abster
Mas não consigo
Desse vício me saciar

domingo, 16 de agosto de 2009

Coisa difícil esse negócio de amor
Ou paixão
Seja o que for

Difícil tomar decisões quando há algo no peito
O não concordar com o gesto
Com o jeito
Achar que determinado fato não está direito
Parece que a atitude fica encouraçada por um gesso

Mais difícil é submissão por paixão
Ainda bem que disso, sofro não
Por isso que prefiro cortar o mal pela raiz
Seguindo a razão
De repente, é a do cigano intuição
Não sei
Mas sei que só jogo com as cartas na mão
Errando ou acertando
Vou me respeitando
Meu pensar, ás vezes pode ser errado
Mas nunca é em vão

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

TUDO PASSA(Mari Arantes/Alexandre Nadai)

Olho para você
Mas tem certas coisas não compreendo
Mas entendo
E aprendo
Da pior maneira
Usufruindo de todo seu desprezo
Ódio, desapego

Ás vezes o pisar é em falso
Mas não o estenda ao eu

Paro
Olhando para o nada
Te vi como um anjo
Me mostrando um mundo diferente
Mas seus olhos camuflados
Me impediam de ver você

O que sobrou no fim
Foi a incompreensão
Um amontoado de pistas dúbias
Um aglomerado de emoções fugazes

E o desejo de abrir as portas
Pra deixar o amor acontecer

Tem gente que gosta!!!