Eita Cigana danada
Não manda tarefa fácil
Mas nem tarda
Nem falha
O véu turquesa se revela
Com isso
O vento varre a tempestade
E finaliza mais uma novela
A rainha do mar
A água acalma
E o novo texto é escrito sem seqüela
Uma nova pintura
Uma nova tela
A cigana me apresenta
A pomba mais bela
quarta-feira, 16 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Oi minha cigana linda
Estou aqui a sofrer
Quero colo de menina
Pra enxugar o meu pranto
Fazer renascer meu canto
E o peito descansar
Cigana tira esse véu
Quero encontrar no seu rosto
Minha alegria
Não sei olhar as cartas
Mas sem o véu saberia
A futura moça a cortejar
Eita cigana danada
Não banque a bruxa
Tu és minha fada
Mande ao meu cigano uma moça prendada
Que encante meu canto
E ao meu lado
Baile tanto
Deixando até a lua extasiada
Ah!! cigana sem nome
A dor ainda me consome
Então chegue logo
Sente no seu lugar
E por seu homem me tome
Estou aqui a sofrer
Quero colo de menina
Pra enxugar o meu pranto
Fazer renascer meu canto
E o peito descansar
Cigana tira esse véu
Quero encontrar no seu rosto
Minha alegria
Não sei olhar as cartas
Mas sem o véu saberia
A futura moça a cortejar
Eita cigana danada
Não banque a bruxa
Tu és minha fada
Mande ao meu cigano uma moça prendada
Que encante meu canto
E ao meu lado
Baile tanto
Deixando até a lua extasiada
Ah!! cigana sem nome
A dor ainda me consome
Então chegue logo
Sente no seu lugar
E por seu homem me tome
A água lava a menina dos meus olhos
Como a limpar o sangue que transborda pelo meu corpo
Ambos se misturam
Inundam meu chão
A poesia que se desenha
Nas mais variadas formas
Remete à solidão
O ralo entope com o grande volume
Logo ás mágoas me afogarão
Inebriarei-me de cicuta
Esperando na morte
A ressurreição
Quero entrar em mim
Limpar minha casa
Vomitar meu lixo
E esvaziar o coração
No lento penar
A dor pode até dar prazer
Mas a mim só faz angustiar
Minha pena não mais vai escrever
Até que o horizonte mostre um novo mar
Onde eu navegue com tranqüilidade
E que ele também possa me navegar
Como a limpar o sangue que transborda pelo meu corpo
Ambos se misturam
Inundam meu chão
A poesia que se desenha
Nas mais variadas formas
Remete à solidão
O ralo entope com o grande volume
Logo ás mágoas me afogarão
Inebriarei-me de cicuta
Esperando na morte
A ressurreição
Quero entrar em mim
Limpar minha casa
Vomitar meu lixo
E esvaziar o coração
No lento penar
A dor pode até dar prazer
Mas a mim só faz angustiar
Minha pena não mais vai escrever
Até que o horizonte mostre um novo mar
Onde eu navegue com tranqüilidade
E que ele também possa me navegar
GUERRA
Andamos de mãos dadas
Em meio a tiros e rajadas
Disparadas numa guerra sem trégua
Porque a nossa cumplicidade incomoda
Como veteranos de uma guerra sem fim
Absorvemos as sequelas
Que hoje não deixa
Que a mão dela
Novamente chegue a mim
O cair de uma lata
É como o estouro de uma bomba
Os fogos nos fazem procurar abrigo
Diante do resistente inimigo sombrio
O vício ainda existe
Mas as mãos estão atadas
As muletas até estão ao nosso alcance
Mas a neurose passada
Ainda nos remete à imagem do rifle oponente
Hoje
Chora cada dia meu coração bandido
Com a possibilidade da outrora quiça minha mulher
Me ver como amigo
Não quero as cicatrizes do tempo
As feridas dessa guerra particular
Abertas hão de se curar
As mão
Não sei se se reencontrarão
Mas se aceitarmos os espinhos da nossa flor
Os inimigos terão guerreado em vão
Em meio a tiros e rajadas
Disparadas numa guerra sem trégua
Porque a nossa cumplicidade incomoda
Como veteranos de uma guerra sem fim
Absorvemos as sequelas
Que hoje não deixa
Que a mão dela
Novamente chegue a mim
O cair de uma lata
É como o estouro de uma bomba
Os fogos nos fazem procurar abrigo
Diante do resistente inimigo sombrio
O vício ainda existe
Mas as mãos estão atadas
As muletas até estão ao nosso alcance
Mas a neurose passada
Ainda nos remete à imagem do rifle oponente
Hoje
Chora cada dia meu coração bandido
Com a possibilidade da outrora quiça minha mulher
Me ver como amigo
Não quero as cicatrizes do tempo
As feridas dessa guerra particular
Abertas hão de se curar
As mão
Não sei se se reencontrarão
Mas se aceitarmos os espinhos da nossa flor
Os inimigos terão guerreado em vão
quarta-feira, 9 de julho de 2008
ANJO TORTO
Zé Mané, a gente encontra na vida
Mas o Mané, sem Zé, o mundo encontrou uma vez
E como eu, se encantou com uma certa Gringa
Na realidade, ele se encantou com mais de três
O “Anjo das Pernas Tortas”
Boêmio convicto
Teve a poesia da bola
Morta na boemia
Mas minha boemia me salva
Principalmente junto com uma certa menina-brejeira de pele alva
Além de me deleitar com o talento
Que não tive o prazer de ver ao vivo
Aprendí que: bobo pro Anjo
Leva nome de “João”
Pode ser até “felipe”
Mas é João
E Zé Bobo até tenta parar a arte
O amor que leva à poesia
Mas por causa de uma pessoa tão vazia
Romeu e Julieta jamais se estressarão
Como o voar de Garrincha
O pássaro de Pau Grande
Vou entortar cada “João” que aparecer
Na minha tabela com uma Quiçá Mulher
O gol é certo
Queira ou não
Quem seja você
Mas o Mané, sem Zé, o mundo encontrou uma vez
E como eu, se encantou com uma certa Gringa
Na realidade, ele se encantou com mais de três
O “Anjo das Pernas Tortas”
Boêmio convicto
Teve a poesia da bola
Morta na boemia
Mas minha boemia me salva
Principalmente junto com uma certa menina-brejeira de pele alva
Além de me deleitar com o talento
Que não tive o prazer de ver ao vivo
Aprendí que: bobo pro Anjo
Leva nome de “João”
Pode ser até “felipe”
Mas é João
E Zé Bobo até tenta parar a arte
O amor que leva à poesia
Mas por causa de uma pessoa tão vazia
Romeu e Julieta jamais se estressarão
Como o voar de Garrincha
O pássaro de Pau Grande
Vou entortar cada “João” que aparecer
Na minha tabela com uma Quiçá Mulher
O gol é certo
Queira ou não
Quem seja você
terça-feira, 8 de julho de 2008
Arte de Sofrer
O boêmio faz do sofrer uma arte
A solidão que ele procura pra inspiração
Nasce em qualquer parte
Com as mulheres que virão
O boêmio faz do sofrer uma arte
Na dança, qualquer parceira é sua porta-estandarte
Nos bailes, o momento a dois
Contrasta com a solidão que inspira
E que é vomitada no teclado depois
O boêmio faz do sofrer uma arte
Canta e encanta
Faz do lamento a arma mais mortífera
Destrói moças, meninas e donzelas
Até destruir em si a diva
O boêmio faz do sofrer a arte
Mas o sofrimento é contado em garrafas
Canto, dança, gringas e poesias
Pra dor de cotovelo passar
Nada melhor do que o dia-a-dia
O boêmio faz do sofrer a sua arte
Com estórias de Romeu e Julieta
Não me maltrate
Quem canta
Pode enfeitiçar-se por um outro canto
Depois menina-mulher
Não adiantará derramar o pranto
A solidão que ele procura pra inspiração
Nasce em qualquer parte
Com as mulheres que virão
O boêmio faz do sofrer uma arte
Na dança, qualquer parceira é sua porta-estandarte
Nos bailes, o momento a dois
Contrasta com a solidão que inspira
E que é vomitada no teclado depois
O boêmio faz do sofrer uma arte
Canta e encanta
Faz do lamento a arma mais mortífera
Destrói moças, meninas e donzelas
Até destruir em si a diva
O boêmio faz do sofrer a arte
Mas o sofrimento é contado em garrafas
Canto, dança, gringas e poesias
Pra dor de cotovelo passar
Nada melhor do que o dia-a-dia
O boêmio faz do sofrer a sua arte
Com estórias de Romeu e Julieta
Não me maltrate
Quem canta
Pode enfeitiçar-se por um outro canto
Depois menina-mulher
Não adiantará derramar o pranto
segunda-feira, 7 de julho de 2008
ROMEU E JULIETA
O impossível do amor
Está nas limitações que colocamos em nós
Onde qualquer um interfere
Mas só a dois a separação fere
O impossível do amor está em não brigar por ele
Achar que a vida é sempre perfeita
E que deletar alguém vai nos dar sempre a chance de um novo arquivo
A perfeição ainda é impossível
Se o amor existe
Não precisamos de fórmula da morte
Ou um pacto mal calculado
O impossível do amor está em não aceitar que escolheu um jarro quebrado
Mas que ao seu lado ele possa ter alguma valia
O impossível inglês
Onde Julieta não tem Romeu
É lindo nos livros
Mas faz a realidade sofrer
Toda via as estórias acabam
Os livros fecham
Mas não quero fechar sem você
Está nas limitações que colocamos em nós
Onde qualquer um interfere
Mas só a dois a separação fere
O impossível do amor está em não brigar por ele
Achar que a vida é sempre perfeita
E que deletar alguém vai nos dar sempre a chance de um novo arquivo
A perfeição ainda é impossível
Se o amor existe
Não precisamos de fórmula da morte
Ou um pacto mal calculado
O impossível do amor está em não aceitar que escolheu um jarro quebrado
Mas que ao seu lado ele possa ter alguma valia
O impossível inglês
Onde Julieta não tem Romeu
É lindo nos livros
Mas faz a realidade sofrer
Toda via as estórias acabam
Os livros fecham
Mas não quero fechar sem você
quinta-feira, 3 de julho de 2008
MEU QUERER
Quebre
O frasco do antídoto errado
Dei-te sem o mínimo querer
Deite no meu colo
Quero continuar a viciar você
As crises de abstinência são constantes
Dói ver como amiga
O vício amante
Quero a minha droga sim
Quero expulsá-la
Quero-a dentro de mim
Quebre
Todos os copos de mulatas e loiras geladas da noite
Minha boemia não me leva ao meu brejo
As noites não aspiram mais quantidade
A branca sem mistura
Olha-me sob o verde véu
Domina pela qualidade
Quero expulsá-la de mim
Quero-a dentro de mim
Não sei se sei o que quero
Mas meu querer é a pura verdade
O frasco do antídoto errado
Dei-te sem o mínimo querer
Deite no meu colo
Quero continuar a viciar você
As crises de abstinência são constantes
Dói ver como amiga
O vício amante
Quero a minha droga sim
Quero expulsá-la
Quero-a dentro de mim
Quebre
Todos os copos de mulatas e loiras geladas da noite
Minha boemia não me leva ao meu brejo
As noites não aspiram mais quantidade
A branca sem mistura
Olha-me sob o verde véu
Domina pela qualidade
Quero expulsá-la de mim
Quero-a dentro de mim
Não sei se sei o que quero
Mas meu querer é a pura verdade
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