Cinco minutos é o tempo do surto
E esse tempo nunca tem o seu tempo estipulado
O relógio da dor sempre bate errado
Cinco minutos é o tempo que se sofre
Onde a dor parece levar à morte
Mas logo depois é a mais imediata ressurreição
Onde novos amores surgirão
Ou que não surjam
A cicatriz cria casca
E você vê que o amor próprio é só o que basta
Nesses cinco minutos
O inferno queima, chove e vira céu
O amor foi apenas uma invenção que acabou
Em mais uma despedida no motel
segunda-feira, 30 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
CHÃO QUEBRADO
De repente o piso abre sob meus pés
Vejo-me sem chão
A cerâmica quebrada
O cinza da minha alma refletindo no chão sem cobertura
O retrato mais perfeito da pintura
Que o meu momento mais ébrio
Despertou na inspiração
Procuro novos azulejos
Que só poderão ser postos por uma nova artista
Mas acho que os cacos retirados
Retratam o meu momento mais altista
Onde a tecla auxilia a dor
Certeza de que novos escritos virão
Mas olhando embaixo
Vejo poemas de dor
Que suplantam a inspiração primeira
Que um dia uma certa menina-brejeira proporcionou
Olhando o chão
Assumo a minha culpa
Mas se até um assassino merece perdão
Por que não a volta?
Só uma falsa desculpa
Mas espero que um dia
Dela, a segunda chance ninguém tire
E como fez comigo
Jogue fora a chave pra sair
De uma triste prisão
Vejo-me sem chão
A cerâmica quebrada
O cinza da minha alma refletindo no chão sem cobertura
O retrato mais perfeito da pintura
Que o meu momento mais ébrio
Despertou na inspiração
Procuro novos azulejos
Que só poderão ser postos por uma nova artista
Mas acho que os cacos retirados
Retratam o meu momento mais altista
Onde a tecla auxilia a dor
Certeza de que novos escritos virão
Mas olhando embaixo
Vejo poemas de dor
Que suplantam a inspiração primeira
Que um dia uma certa menina-brejeira proporcionou
Olhando o chão
Assumo a minha culpa
Mas se até um assassino merece perdão
Por que não a volta?
Só uma falsa desculpa
Mas espero que um dia
Dela, a segunda chance ninguém tire
E como fez comigo
Jogue fora a chave pra sair
De uma triste prisão
terça-feira, 24 de junho de 2008
Pântano
Pântano
Meu coração sangra e afunda num pântano lacrimejante
Vago pelo meu umbral em vida
De onde
Preso na movediça lama
Vejo a luz da diva esvair cada vez mais longe
Sem poder mexer-me
As mãos atadas por pequenos deslizes
E um grande erro
Vejo–a triste
Vejo-a rindo sarcástica
Minha esperança é não vê-la
Nesse meu lento afundar
Onde a dor remete ao da lâmina de um pequeno punhal
Peço que a imagem suma
Para que eu possa pegar o cipó de uma nova página
E consiga
Tirar um pé após o outro
E novamente caminhar
Meu coração sangra e afunda num pântano lacrimejante
Vago pelo meu umbral em vida
De onde
Preso na movediça lama
Vejo a luz da diva esvair cada vez mais longe
Sem poder mexer-me
As mãos atadas por pequenos deslizes
E um grande erro
Vejo–a triste
Vejo-a rindo sarcástica
Minha esperança é não vê-la
Nesse meu lento afundar
Onde a dor remete ao da lâmina de um pequeno punhal
Peço que a imagem suma
Para que eu possa pegar o cipó de uma nova página
E consiga
Tirar um pé após o outro
E novamente caminhar
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Reconstrução
O sangue pinga no chão
O corte pequeno
Porém profundo
Logo as gotas secarão
A dramaticidade dá um tom melancólico ao amor
Gostaria de ser prático
Mas a objetividade
É o contraponto do meu jeito sem pudor
Hoje estou em busca da minha paz interior
Os erros já foram cometidos
Sou apenas a sombra do meu eu bandido
Num dilema que rasga
Causando angústia e dor
A reconstrução está sendo feita
Alicerce remontado num solo instável
O medo da queda é eminente
Caso o desmoronamento anunciado aconteça
Apenas uma vítima sairá ilesa
De resto, será difícil juntar os cacos e arrumar os entulhos
Mas, a demolição pode ser o prenúncio
De uma nova construção.
O corte pequeno
Porém profundo
Logo as gotas secarão
A dramaticidade dá um tom melancólico ao amor
Gostaria de ser prático
Mas a objetividade
É o contraponto do meu jeito sem pudor
Hoje estou em busca da minha paz interior
Os erros já foram cometidos
Sou apenas a sombra do meu eu bandido
Num dilema que rasga
Causando angústia e dor
A reconstrução está sendo feita
Alicerce remontado num solo instável
O medo da queda é eminente
Caso o desmoronamento anunciado aconteça
Apenas uma vítima sairá ilesa
De resto, será difícil juntar os cacos e arrumar os entulhos
Mas, a demolição pode ser o prenúncio
De uma nova construção.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Olhando meus destroços
Jogados na tela virtual
Ouço o soar do alarme
Avisando que os estilhaços da granada se espalharam
Mesmo concentrados na tela
Mas que a diva, embora ferida
Segue altiva ao meu lado
Às vezes a fúria de amor
Remete ao ódio camuflado
A água que derruba o copo
Um pingo mal colocado
No jogo das letras
As palavras se acertam
Mas não adianta encher de vazio
Se não encontrar a chave para outra fase
A gente pode ir a Roma
Mas com letras erradas
Pode formar o rancor
No entanto
Com o cuidado necessário
E um vasto vocabulário
A palavra certa sempre será amor
Jogados na tela virtual
Ouço o soar do alarme
Avisando que os estilhaços da granada se espalharam
Mesmo concentrados na tela
Mas que a diva, embora ferida
Segue altiva ao meu lado
Às vezes a fúria de amor
Remete ao ódio camuflado
A água que derruba o copo
Um pingo mal colocado
No jogo das letras
As palavras se acertam
Mas não adianta encher de vazio
Se não encontrar a chave para outra fase
A gente pode ir a Roma
Mas com letras erradas
Pode formar o rancor
No entanto
Com o cuidado necessário
E um vasto vocabulário
A palavra certa sempre será amor
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Disseram-me uma vez:
“Malandro finge que é otário só pra ser malandro”
Mas o otário o é no todo
Não disfarça quando está amando
Tira onda de mau
Exagera na dose
Acaba sufocando
Não ginga pra jogar
Pra gringa quer olhar
Já sacode o malandro
Usando o meio luar
Na cabeça desprotegida
Que comanda o corpo de forma instintiva
Sem usar o patuá
Mas pode tocar o berimbau
E bater o tambor
Se o iê do mestre não ouvir
É pernada descoordenada em nome do amor
Cai na primeira e de segunda
Também usa o negativô
Otário não é malandro mas não é passivo
Na roda da vida
Não rola palhaçadinha de amigo
Capoeira bate no peito
Pedindo respeito
E se a brejeira não achar que está direito
Lamenta-se o mau jeito
Mas Angorá gosta de companheira
Pra andar a qualquer hora
Em qualquer lugar
Sem imposições
Aturando o sujeito mais imperfeito
Até porque se a menina o enamora
Tempo pra beijar é toda hora
Sem neuroses de passados
Ou datas e horários estipulados
Caso contrário
O amor será um livro com verbos já contados
“Malandro finge que é otário só pra ser malandro”
Mas o otário o é no todo
Não disfarça quando está amando
Tira onda de mau
Exagera na dose
Acaba sufocando
Não ginga pra jogar
Pra gringa quer olhar
Já sacode o malandro
Usando o meio luar
Na cabeça desprotegida
Que comanda o corpo de forma instintiva
Sem usar o patuá
Mas pode tocar o berimbau
E bater o tambor
Se o iê do mestre não ouvir
É pernada descoordenada em nome do amor
Cai na primeira e de segunda
Também usa o negativô
Otário não é malandro mas não é passivo
Na roda da vida
Não rola palhaçadinha de amigo
Capoeira bate no peito
Pedindo respeito
E se a brejeira não achar que está direito
Lamenta-se o mau jeito
Mas Angorá gosta de companheira
Pra andar a qualquer hora
Em qualquer lugar
Sem imposições
Aturando o sujeito mais imperfeito
Até porque se a menina o enamora
Tempo pra beijar é toda hora
Sem neuroses de passados
Ou datas e horários estipulados
Caso contrário
O amor será um livro com verbos já contados
Chega de implorar
Marcar presença incomoda?
Então segue a moda
E só fica
Não namora
Não me estranhe
Se amar é sufoco
E a liberdade um prêmio
Que o hábeas corpus ganhe
Comemore com cerva e champanhe
Na boa, toco um foda-se
Chuto a cicuta
Mas bebo em copo de cachaça farpado por arame
Só pro Álcool fazer doer
Mas depois secar o sangue
O coração eu tiro do peito
E o transplante sem anestesia é feito
Ou qualquer preventivo exame
E se a rejeição rolar
Vou trocando até encontrar um lar
Que realmente me queira
Seja a muleta dos meus defeitos
E não queira uma saudade implantar
Marcar presença incomoda?
Então segue a moda
E só fica
Não namora
Não me estranhe
Se amar é sufoco
E a liberdade um prêmio
Que o hábeas corpus ganhe
Comemore com cerva e champanhe
Na boa, toco um foda-se
Chuto a cicuta
Mas bebo em copo de cachaça farpado por arame
Só pro Álcool fazer doer
Mas depois secar o sangue
O coração eu tiro do peito
E o transplante sem anestesia é feito
Ou qualquer preventivo exame
E se a rejeição rolar
Vou trocando até encontrar um lar
Que realmente me queira
Seja a muleta dos meus defeitos
E não queira uma saudade implantar
Não posso andar armado
A cabeça é quente e o tiro é certo
Depois da atitude
Avalia-se o correto e o errado
Mas depois da pólvora queimada
A solução é uma alternativa eliminada
Mas preste atenção que não tem essa
Botar banca pra cima
Querer domar cão que morde e não rumina
É como beber sentado
Levanta e vê que está com o passo trocado
Depois que vira o copo
O perdão é no sanitário vomitado
Amo na quinta velocidade
Mas a opção do cagar
Acompanha o ritmo
Depois não tem mais como regular
Boêmio é como bicho solto
Dá moral pra uma diva
Mas, contrariado
Bebe revolto
E a frustração é morta com seus fantasmas
Toma a loira gelada
Dividindo a bebida com um santo encosto
Querer ver é um problema ?
Então a sugestão sai sem dilema
Ressuscite ex-casos, ex-chuchus, ex-escrotos
A saída é o próprio roto
Assim quem sabe se liberta do sufoco
E se esconde no aquário pra de mim não se afogar
Até porque criar subterfúgios para afastar
E saudades acirrar
É queimar a chama de meio vermelho
E não existe meio amar
A cabeça é quente e o tiro é certo
Depois da atitude
Avalia-se o correto e o errado
Mas depois da pólvora queimada
A solução é uma alternativa eliminada
Mas preste atenção que não tem essa
Botar banca pra cima
Querer domar cão que morde e não rumina
É como beber sentado
Levanta e vê que está com o passo trocado
Depois que vira o copo
O perdão é no sanitário vomitado
Amo na quinta velocidade
Mas a opção do cagar
Acompanha o ritmo
Depois não tem mais como regular
Boêmio é como bicho solto
Dá moral pra uma diva
Mas, contrariado
Bebe revolto
E a frustração é morta com seus fantasmas
Toma a loira gelada
Dividindo a bebida com um santo encosto
Querer ver é um problema ?
Então a sugestão sai sem dilema
Ressuscite ex-casos, ex-chuchus, ex-escrotos
A saída é o próprio roto
Assim quem sabe se liberta do sufoco
E se esconde no aquário pra de mim não se afogar
Até porque criar subterfúgios para afastar
E saudades acirrar
É queimar a chama de meio vermelho
E não existe meio amar
quarta-feira, 4 de junho de 2008
PAIXÃO
Sempre me apaixonei várias vezes ao dia
Todo dia umas vinte vezes
Coração galinha mesmo
Achava que ia enfartar a qualquer momento
De repente chega uma gringa
Com pinta de paulista
E muda essa rotina
Muda em parte, eu diria
Hoje, não deixei de me apaixonar
Acho que acontece bem mais
Mas agora ficou uma coisa sem graça no papo com os amigos
As vinte mulheres de todos os dias
São vinte quatro horas da mesma mulher
A menina mandona me faz repetitivo
Muitos riem
Até acham estranho
Mas eu estou amando
Todo dia umas vinte vezes
Coração galinha mesmo
Achava que ia enfartar a qualquer momento
De repente chega uma gringa
Com pinta de paulista
E muda essa rotina
Muda em parte, eu diria
Hoje, não deixei de me apaixonar
Acho que acontece bem mais
Mas agora ficou uma coisa sem graça no papo com os amigos
As vinte mulheres de todos os dias
São vinte quatro horas da mesma mulher
A menina mandona me faz repetitivo
Muitos riem
Até acham estranho
Mas eu estou amando
terça-feira, 3 de junho de 2008
SALA DE ESTAR

Perco-me no verde mar
Quando meu olhar encontra o seu
Inebriado de querer
Minhas lavas petrificam paz
Um instante interminável
No limite do piscar de olhos
De bar em motel
Procuramos um endereço comum
Um novo ponto de encontro
Para um mergulho sem destino
Sem trazer pretéritos
Num futuro muito certo
No malabarismo
Das angústias que extrapolam o cartão de crédito
O amor não nos permite empréstimo
Não deixa a angústia como débito
Na verdade
É aplicação que me rende mais juros
Mesmo em momentos inseguros
A dúvida
Há muito já desceu do muro
E só nos resta andar
Adentrando o hall da futura-presente sala de estar
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